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Mensagens

Recomeça se puderes

Sísifo Recomeça... Se puderes Sem angústia E sem pressa. E os passos que deres, Nesse caminho duro Do futuro Dá-os em liberdade. Enquanto não alcances Não descanses. De nenhum fruto queiras só metade. E, nunca saciado, Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar. Sempre a sonhar e vendo O logro da aventura. És homem, não te esqueças! Só é tua a loucura Onde, com lucidez, te reconheças... Miguel Torga  TORGA, M., Diário XIII.

Antes que a luz se apague

Antes que a luz de apague e o pano desça, deixa-me contar-te isto. Antes que o dia termine e o lençol se suba, não feches as tuas ideias às novas premissas que tenho para mostrar. Não aceites que uma frase interrompida, num mundo de horas contadas, seja suficiente para esclarecer as tuas resistências. Neste mundo de dissabores, de tempos corridos e cansados, não podemos deixar que frase com um ponto e vírgula te satisfaça. Não feches os olhos, não adormeças o coração com certezas deduzidas. Há, depois de cada ponto e vírgula apressado, uma outra metade de frase que fica por ser dita. Há amor, arrogância, esperança, desespero, cortejo ou imponência a ser ali cunhado. Não prives um canto de sala do seu sofá e do seu recosto. Permita-se a cada canto de existência o seu tempo e o seu espaço. Peço, não se ampute o meu tempo, o meu esclarecimento. Possam  as minhas perguntas em voz alta ser colocadas, e as suas respostas negadas. Possa a minha curiosidade cavalgante ceder às...

As lições do papa Francisco aos líderes empresariais

Em tom de boas novas para 2017, recordam-se as palavras que o Papa lançou a líderes empresariais, numa audiência privada ocorrida no Vaticano. À sombra da temática “Líderes Empresariais promotores de inclusão económica e social” 1) Francisco, numa posição marcante, assertiva, proclamou que o dinheiro deve servir em vez de governar, deixando o ensinamento que as riquezas são boas quando colocadas ao serviço de outros .  Não são neutras e adquirem verdadeiro valor em função das circunstâncias em que são usadas. As empresas existem para servir.  2) Quando falamos em corrupção , existe a imediata reacção de apontar o dedo aos outros, quase sempre aos mesmos: aos políticos. Porém, transmitiu aos líderes ali presentes que antes de apontar o dedo aos outros, cada um que se olhe ao espelho: numa exegese pessoal, percebam se também na sua forma de estar nas organizações contribuem para esta deterioração social, se alimentam esta distorcida forma de estar na vida e nos negócios...

Domingo, 5 de Março. Dia 1.

A Graça de perceber de que forma devo estar nesta Quaresma segundo a vontade de Deus para mim . Avé Maria. «A Quaresma é o tempo para dizer não.  Não à asfixia  do espírito pela poluição causada pela indiferença, pela negligência de pensar que a vida do outro não me diz respeito; por toda a tentativa de banalizar a vida, especialmente a daqueles que carregam na sua própria carne o peso de tanta superficialidade.  Não à poluição intoxicante das palavras vazias e sem sentido, da crítica grosseira e superficial, das análises simplistas que não conseguem abraçar a complexidade dos problemas humanos, especialmente os problemas de quem mais sofre. Rever o meu dia e deixar vir ao de cima tudo o que mais me tocou . Começar por me colocar na presença de Deus , agradecer o dia e todas as graças que Deus me dá. Pedir iluminação para perceber as moções interiores , examinar e discernir o que mais me tocou, pedir perdão por todos os momentos que tive menos bem...

Proposta de Quaresma.

Graça a pedir A Graça de perceber de que forma devo estar nesta Quaresma segundo a vontade de Deus para mim. Leitura Mateus 6, 1-6.16-18 Texto  Quarta-feira de Cinzas, 1.3.2017, texto do Papa Francisco, Basílica de Santa Sabina, Roma «A Quaresma é o tempo para dizer não.  Não à asfixia do espírito pela poluição causada pela indiferença, pela negligência de pensar que a vida do outro não me diz respeito; por toda a tentativa de banalizar a vida, especialmente a daqueles que carregam na sua própria carne o peso de tanta superficialidade. Não à poluição intoxicante das palavras vazias e sem sentido, da crítica grosseira e superficial, das análises simplistas que não conseguem abraçar a complexidade dos problemas humanos, especialmente os problemas de quem mais sofre. A Quaresma é o tempo de dizer não; não à asfixia duma oração que nos tranquilize a consciência, duma esmola que nos deixe satisfeitos, dum jejum que nos faça sentir bem. A Quaresma é o tempo de ...

Princípio e Fundamento. A Indiferença Inaciana.

“ O homem foi criado para louvar, reverenciar e servir a Deus Nosso Senhor, e assim salvar a sua alma; e as outras coisas sobre a face da terra são criadas para o Homem, para que o ajudem a conseguir o fim para que é criado. Donde se segue que há de usar delas tanto quanto o ajudem a atingir o seu fim e há de privar-se delas tanto quanto dele o afastem.  Pelo que é necessário tornar-nos indiferentes a respeito de todas as coisas criadas em tudo aquilo que depende da escolha do nosso livre-arbítrio, e não lhe é proibido.” in Princípio e Fundamento, Santo Inácio de Loyola A indiferença Inaciana não convida ao desapego como finalidade, mas à direcção dos nossos apegos, conforme nos aproximam ou afastam de Deus. O que me inquieta? O que me traz paz?  O que identifico que vem do mundo? E o que vem de Deus?  O que me frustra? O que me realiza? O ser interior superficial é sempre mais ruidoso e exigente, está ao nível dos nossos desejos mais imediatos e qu...

Exame de Consciência Inaciano

Santo Inácio propõe 5 pontos no exame de consciência: 1º Dar graças Agradecer a Deus todos os dons recebidos (vida, trabalho, relações, dificuldades, etc.) ·        Deus é que é o Centro, não sou eu o Centro (distancio-me assim da minha própria pessoa). ·        Atitude do pobre (dá graças por tudo o que recebe, tudo é dom gratuito de Deus). ·        Atitude de pequenez / de humildade. ·        Sintonizar o meu coração com o Seu coração. 2º Pedir Luz (iluminação) ·        O primeiro dever é o dever de ver. ·        O meu desejo é procurá-lO, encontrá-lO, acto de verdade “à tua Luz veremos a Luz”. ·        Pedir iluminação interior que permita ver em profundidade, desmontando os mecanismos de auto justificação para poder ver com ternura o olhar de Deus no cami...

A minha oração - Exame de Consciência

- Peguei mais vezes neste TPC do que em muitos outros - Anteriormente, sempre foi o ponto 4º Pedir Perdão que me levou às lágrimas, na sensação de intolerância comigo - Nesta semana, muitas vezes, "saltei" logo para o ponto 4 e aí me detive - às vezes até  emocionada  e em  experiência física  de perdão de Deus - Para o que quer que tenha sido ou que em mim ainda esteja a ser - há a sensação de perdão, de alívio, de liberdade, de libertação, de "tudo é possível de formas que não consegues imaginar" - que alívio é dia após dia, vez após vez, SENTIR este perdão, reconhecer que há estes caminhos alternativos, dos quais nem sempre me lembro e cuja consolação re-lembro sempre que leio a proposta - Deus tem  estado . Deus tem  abraçado , tem  esvaziado a culpa , tem  limpo a imperfeição . Vez após vez. Olho a proposta, leio a proposta, concentro-me naquilo que procuro ("Pedir a Graça de recomeçar", "ter a certeza da maravilha de Deus que nos li...

Chanson. D'amours.

As-tu déjà aimé pour la beauté du geste? As-tu déjà croqué la pomme à pleine dent? Pour la saveur du fruit sa douceur et son zeste T'es tu perdu souvent? Oui, j'ai déjà aimé pour la beauté du geste mais la pomme était dure. Je m'y suis cassé les dents. Ces passions immatures, ces amours indigestes m'ont écoeuré souvent Les amours qui durent font des amants exsangues, et leurs baisers trop mûrs nous pourrissent la langue Les amour passagères ont des futiles fièvres, et leur baiser trop verts nous écorchent les lèvres Car a vouloir s'aimer pour la beauté du geste, le ver dans la pomme nous glisse entre les dents. Il nous ronge le coeur, le cerveau et le reste, nous vide lentement Mais lorsqu'on ose s'aimer pour la beauté du geste, ce ver dans la pomme qui glisse entre les dents, nous embaume le coeur, le cerveau et nous laisse son parfum au dedans Les amours passagères...

Senhor, pah! Ajuda-me.

Senhor, pah! Ajuda-me. Ajuda-me a pedir-Te ajuda e a crer que virá. Desesperança. Considerar que não há hipótese ou forças concretas para esta tarefa profissional. Meu Deus, Ajuda-me a querer-Te.

Pedir

Pedir. Pedir a Deus. Acredito? Ouso? Tenho coragem? Posso ousar achar que sei, que sinto o que é pertinente? Na graça de Deus. Tatear o caminho não é a mesma coisa do que repousar com Ele. Não é a mesma coisa. Conhecê-lo, recordar a sua Presença em mim. Fiz memória do bom? Se calhar não me dediquei muito a isso. Vivo sempre na confiança que Ele não me abandona, que "quando eu precisar", estará presente. Paradigma da auto-suficiência. Já sei que não tenho "coragem de ir mais a fundo" na minha confiança na oração. Já sei. Saber com a mente, não é saborear. Paradoxo: posso ousar agradecer não ter este hábito, esta vontade, este "à-vontade", esta confiança (que a oração contemplativa, meditativa, de saborear a Presença e os seus meandros) do trespassar o superficial da oração, mas ainda assim ter a outra confiança (que tenho sido abençoada com a Sua Presença, sempre que a Ele me entrego e confio). Acredito, sinto e fiz memóri...

Se asas houvesse.

Se o vento me levasse, como se pétala eu fosse, não seria a sombra na fotografia.  Se meu vento como pétala me abraçasse, na foto, na sombra, no chão duro e real, ver-se-iam minhas asas e não meus ombros. Os ombros que pesam, os ombros que cansam, os ombros que caem.  As asas! As asas trariam o leve, o voar, o adeus ao chão.  Tudo o que não tenho traria toda uma realidade que não sou.  Sou-me. Sentada. Sem vento e sem asas. Real, no chão, na relva, no cansaço.  Se asas houvesse, ao vento disponíveis, a vida não seria tangível e eu não seria eu.

...se eu escrevesse para alguém...

eu sou paranóide ao contrario - medo de ser enganada, de me contarem mentiras - ahahhaa :) acordo sobressaltada a pensar em ti. que eu tenha acreditado em ti e nao seja verdade. obrigada, se dizes que é verdade, eu acredito. eu gostei tanto de falar contigo. tenho pena que tenhas ficado triste e com medo por eu falar tanto contigo nas redes sociais. mas vejo um site e fico com vontade de saber a tua opinião, saber o que pensas tu e saber como pensam as pessoas no teu país (confio em ti e que pensas diferente delas, mas que consegues explicar). fico com pena que não queiras e que não comentes os sites ou falar de ideias tuas. http://ed.ted.com/lessons/how-to-understand-power-eric-liu tenho amanhã a sessão clínica importante. estou muito nervosa. apetece-me chorar. acho que não está boa para ser apresentada, mas não tenho vontade ou força para fazer mais. Bactéria CRE

Farão espaço para mim?

Respeitei-te, amparei-te, fiz tudo o que pude para te soltar a viveres a tua vida. E, agora, não há espaço para mim. Não há nunca espaço para mim. A quem eu amo, é a quem me dá espaço para existir. Não ofereço alternativa. Ou me deixam existir, ou não existem para mim.

Egocentrismo em espelho

Quando penso em mim e numa espécie de egocentrismo, não o sinto como sinal de pouca entrega aos outros. É uma forma de tomar o tempo para pensar em mim, preocupar-me comigo. Acreditar que estou equilibrada e à altura de qualquer outra coisa que o exterior possa precisar. Pensar em mim e falar de mim, reiteradamente. Preciso de saber e sentir que estou adequada às necessidades do exterior. Sinto a dúvida. Se procurar viver à imagem de Deus, eu existo para servir e reverenciar, e ser sinal de mais vida. Não posso existir centrada em mim própria e apenas para viver-me a mim própria. Mas ouso pensar em mim. E sei que procuro os outros e que, não raras vezes, espelho neles alguns afogamentos emocionais meus. É um defeito e um traço de feitio. Respeito-me assim, sei que durante muito deste tempo em que mentalmente estava destruída era necessário falar de mim aos outros e procurar sentir as suas opiniões. Saber quem eu era, nas atitudes concretas. E agora? Agora que me sinto ...

Balanço de Vida

Ciclicamente, em cada ano de vida, repouso a cabeça nos braços e fico a sentir. De vez em quando, permito-me ter tempo para sentir e lembrar conscientemente a realidade que passou, momentos soltos e importantes da vida recente, ainda não completamente compreendidos. Sentar-me e sentir é um balanço essencial para dar de caras com a realidade que ficou. Depois do brilho, depois da explosão de luz, depois da intensidade, vem o tempo de pousio. Vem o tempo de perceber o que foi para ficar. Fecho os olhos, fecho o tempo e deixo-me ficar. Sentar-me e sentir.

Peço desculpa pela pobreza do meu contributo.

Eu quero chorar. Apenas porque sim. Estou vazia e drenada. Cansada. Dormi pouco ou nada. Superficial. Acordei muitas vezes, pelo peso e pela responsabilidade de concretizar aquilo que consegui concretizar. Sou fiel à responsabilidade que criei, à imagem de mim que espelhei para o exterior. Jesus Cristo, Sinto que te perdi. Sinto que já não sei (ou já não quero) sentir o teu apoio. Já não bebo, já não tenho. De alguma forma queixar-me ajuda-me. Protege-me de ter que me colocar a caminho (nas tarefas profissionais). E desço à realidade. Não pensei nada. Não rezei nada. Não escrevi nada de trabalho. Amanhã é dia de apresentar esta doença aos meus pares, dia de ensinar aos meus pares e é pobre aquilo que já está digno de ser mostrado.  Não sou quem acreditei ser. Não sou quem mostrei ser. Há a expectativa do mundo e há a pobreza daquilo que planeio conseguir. Lamento. Peço desculpa pela pobreza do meu contributo.

Finding your Flow: 21 dias de Meditações

Finding your Flow: 21 dias de Meditações Day 1 - Who am I? - I am my deepest desire Day 2 - Empowered me - I am a powerful creator Day 3 - confident me - abundance flows easily and freely to me Day 4 - conscious me - abundance surrounds me Day 5 - abundant me - i choose abundance Day 6 - resilient me - a gift resides in every moment Day 7 - fearless me - i am free Day 8 - what do I want? - my heart knows the answer Day 9 - focused me - i am focused upon what I want Day 10 - passionate me - now is my time Day 11 - intentional me - i create my reality Day 12 - inspired me - i am inspired. i am unstoppable. Day 13 - faithful me - I believe. I trust. I let go. Day 14 - Grateful me - gratitude is my prayer. Day 15 - How can I serve? - serving others serves me Day 16 - Uniquely me - bliss is my guide Day 17 - Inspirational me - I embrace the teacher within Day 18 - Creative me - I play. I creat. I succeed. Day 19 - blissful me - jow is my highest purp...

Julgamento público, não procurar exigir mais

Tenho pena. Tenho pena que levem tão a peito e tão a mal aquilo que digo. Terei eu ar de maquiavel? Prepotente e soberbo? Manifesto a minha opinião, com sinceridade, procurando o melhor possível para aqueles com quem estou. Quero melhorar o que há. Ouço que não devo mexer naquilo que está, para não complicar. Dizem-me que não me devo meter naquele assunto. Sinto que sentem intromissão, crítica abusiva àquilo que foi construído, irritação pela minha insistência e por defender aquilo que vejo e que é formalmente o mais correcto. Angustiam-me por me fazerem parecer desadequada, quando a minha intenção é melhorar o sistema criado e defender-nos de eventos adversos que venham a existir. Mas descrever a minha intenção pouco importa. Porque a realidade que existe, exterior a mim, vista através dos olhos dos outros, é aquela que conta na vida. Sinto e penso e existo, em consciência, mas a vida interior só a mim e à minha consciência importa - ainda que seja rica de sentimento e de boa-...

Pousar depois da agitação

Eu não tenho pressa de morrer. Talvez por isso também não tenha pressa de viver. Não ocupo o tempo, deixo-me mover pela vida. Agora que já estou habituada à dureza deste estágio e deste tempo ocupado não tenho nenhum objectivo concreto que me puxe. Depois de viver cheia de afazeres e de quasi-sofrimento, desce o coração, disponível, ao meu colo. E fico-me, quietificada. O primeiro sentimento trazido por este espaço para existir como indivíduo não é de paz, não é de alegria, é de vazio. O coração e a Vida estão vazios. Não sei bem, logo à primeira vista, que objectivos de vida tenho a curto prazo. Não sei o que fazer com o tempo livre e com o coração aberto à vida, aos outros, ou a mim. Depois de movimentações e de se procurarem equilíbrios entre aquilo que o mundo exige e o nível onde conseguimos responder-lhes, vem o espaço em aberto. Aberto, apresento o meu coração a Deus. Finalmente vem a humildade de o deixar olhar e falar na minha linguagem. Finalmen...