Quadro de Van Gogh Há uns anos, quando fui a Taizé uma semana antes dos demais colegas para meditar num retiro de silêncio, tocou-me muito o estudo de uma parte muito linear e fácil de compreender do Evangelho de São João. Falo de Jo 11. Numa passagem em que, de um modo geral, a figura de Jesus nos é apresentada numa dimensão completamente humana. Neste episódio, o amigo de Jesus (a pessoa com quem ele gostava de dispensar o seu tempo e que ele prezava, o seu amigo pessoal), Lázaro, estava muitíssimo doente. De alguma forma esta notícia chega aos discipulos, que então contam a Jesus. E este não toma grande acção, continuando a "pregar". Esta decisão, dada a sua proximidade sincera, indignou um pouco a todos. Quando, finalmente, Jesus chega lá onde Lázaro estava, este já tinha morrido; e Marta, a sua irmã, diz a Jesus que, por isso, não vale a pena ele se aproximar do túmulo, onde estava Lázaro sepultado e recoberto de ligaduras (no que considero uma espécie de embalsamento). ...