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Another Way to die

"E impressionante a forma como há coisas ditas, escritas, que chegam assim e batem precisamente naquilo que Eu sou. E mais.. naquilo que Eu procuro . E penso. E onde caio e onde não me encontro ! E depois... Plim, lembro-me , porque O escreveste. E percebo a importância de tudo outra vez, e a falta que me faz perceber isso mais vezes! E eu vejo em ti coisas que penso ter perdido, ou ir perdendo. Tal como essa sensação que referes de estar com Deus. E escrever com Ele, e falar às pessoas com Ele, e sorrir com Ele, e olhar para mim com Ele. E ser serena. E em paz. Não sempre. mas pelo menos por momentos, há alturas de transcendência, em que se sente tudo cá dentro como uma verdade absoluta, que não é outra e mais nenhuma: é A Nossa e sabe tão bem . E é isso que eu encontro no que escreves! Eu tinha isso , antes... sei lá eu quando foi antes... Mas tanta coisa ficou pelo caminho; e fica todos os dias. E essa sensação de paz e de verdade já não a tenho. E queria-a outra vez...

Emoção

Perdoem-me. Devo ser muito estúpida. Mas leio isto que escrevi e fico com as lágrimas nos olhos. Delicio-me com o que ontem eu dizia de mim, porque é reflexo daquilo que eu ontem fui de mim. E li outra vez o texto do "Não tenho como te agradecer!". Porque penso em tal pessoa. Penso com o coração. Conto-lhe acerca da minha oral, que vai ter uma óptima nota de avaliação, porque me senti inatamente competente e capaz. Amo-me. E digo-vo-lo para que se amem a vós também. Resgatem os vossos sonhos do pó. Lembrem-se das ideias grandiosas que tiveram de vocês próprios. Viajem como se não se pagasse. Comam como se não precisassem. Vistam-se como desejam, como se todos pensassem o mesmo de vocês como vocês pensam. Pensem bem de vocês . Porque vocês são bons. Excepto se pensarem diferente.

Saber compreender o micro-pneu

Quando olham para os vossos últimos dias e têm a sensação de que foram muito demasiado confusos, que atitude tomam? Sexta, Sábado, Domingo, Segunda. Quatro dias durante os quais pouco ou nenhum trabalho de faculdade avancei. Que me fizeram sonhar, apesar de não conseguir realizar quase nada por exaustão. Pensei em cozinhar pizzas caseiras, adoro. Pensei em fazer uma capa condigna para os DVD's. Pensei em fazer finalmente a História Clínica. Pensei em fazer finalmente o Portefólio, adoraria. Pensei em arranjar-me e ir ao jantar maravilhosamente maravilhosa. E fui, qual freira com vestido apertadíssimo e elegantíssimo, que ressalta o meu corpo cuidado, com ligas provocadoras e escondidas. Com camisa branca, adornada de folhos sumptuosos. E fui. E estava maquilhada. E estava deliciosa. E deliciei-me. E alcoolizei-me, como nunca antes. Apenas porque o vinho era saboroso. E porque estava com quem mais confio nesta vida. E os elogios existem-me e mantêm-me no meu lugar. Porque estes, si...

Vontade do pufas

Ando claramente em privação de sono. E é-me difícil começar a escrever aqui, tretas supostamente bonitinhas e interessantes, quando os olhos pensam mais em fechar-se e é mais fácil para o cérebro pensar nos mesmo pensamentos de sempre do que se debruçar sobre outros. Assim, apesar de não me deixar ficar na inércia da inacção e me mexer muito mais do que seria esperado para mim, sou tomada de assalto pela vontade do pufas . Pufas. Pousar-me, deixar fluir e flutuar, ao encontro do tudo e do nada. Com tempo para pensar. Com tempo para relembrar quem eu sou, na teoria, e re-analisar o que me move. No fundo, como estou cansada, há menos oxigenação e aptência cerebral para a minha parte criativa e para a minha parte orante. Que é o que costumamos chamar de "ai nao tenho tempo para isso". Há já duas semanas que pensei em escrever a História Clínica de Psiquiatria. Não tenho estado a dormir, literalmente. Tenho estado a fazer coisas, entre as quais estudado para o exame que tive hoje...

Sono. E o meu ócio.

Corroída pelo sono e pelo ócio, deixo-me aqui ficar. Cheiro de nova tecnologias. Cheiro de novos modos. Cheiro do sucesso que desde já consigo, à margem da miragem do outro eu. Mas, no entanto, em alguns momentos, caio na tentação da saudade, na tentação da mediocridade. Talvez seja só do sono. Afinal, quem disse que pôr um filho a dormir connosco não era implacavelmente dar-nos cabo da cabeça? Amanhã tenho muito demasiado trabalho. Muitíssimo. E tenho um vestido de sereia para estrear. Adoro-o.

Meu querido e amado blog!

Pronto, querido blog. Não precisas mais estar triste porque te quiseram matar porque só falavas mal das pessoas. Agora tens falado só bem! E estás com a cara lavada. E erguida. Qual formiga alada que corre e percorre o mundo, abraçada à folhinha ligeirinha de relva que te acolhe. Se não te acolhesse, também não pousarias nela. És mesmo meu. E eu amo-te mais ainda por isso.