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Faz-me próxima, em Ti, por Ti, conTigo.

Jesus, há tanto disto que eu não entendo. Tanto de tormenta, de descontentamento. Tanto de sufoco, de impaciência. Como se se afogasse. Jesus, procuro-te e encontro-te, como um colo que me aninha em todo o desespero, em toda a paz, em toda a alegria. Encontro-te, tal como te encontrei sempre. E hoje, hoje não sei se quero encontrar-me. Acho que tenho medo. Tenho medo da culpa, medo do drama. Quero chorar e não consigo. Quero pedir desculpa e não consigo. Por favor, perdoa-me. Jesus, faz-me próxima; faz-me perto, faz-me a seguir. Imploro, de coração cheio, de alma cheia, de corpo esvaziado, imploro-te, oferece-me compreender o meu perdão. Porque, assim como eu não sinto que perdoei, também não sinto que sou perdoada. Separar com destreza é menos Deus, é menos Amor, é menos Vida. Mas é o que tenho. Peço-te, oferece-me o perdão. Perdoa a minha culpa, perdoa a minha solidão, perdoa a maneira como me trato. Faz-me sentir perdoada e renovada, em todas as minhas dimensões. Amanhã quero comer ...

Eu escreveria o teu nome no céu

Há nomes que eu escreveria no céu. Não que eu me fosse porventura esquecer deles. Talvez eu escolhesse alguns nomes para escrver no céu, com nuvens brancas, para que no mundo real estivessem tão visivelmente presentes como o estão no meu sentir, no meu pesar, no meu concreto imaginário. Não sou eu sem pensar em ti. O teu tu existe-me. E isso vale o que vale, mas vale menos do que já valeu.

Escrever? Só o que sinto!

Não escrevo há um mundo de tempo. Muitas vezes, se não escrevo aqui é porque também não escrevo em papel. Adoro estas músicas. São como a paixão, são como desfrutar do horizonte muito tempo de seguida. Hoje passeei sozinha. Tanto prazer que eu tive. Foi prazeroso. Os meus pensamentos, as minhas vontades, os meus embalos não me afligem, agradam-me. E a paisagem é completamente deliciosa. Passar um mês por aqui haveria sido um marco poderoso, mas não sucedeu.. Paciência! E agora propõem-me seguir para o Porto. Mas não! Eu quero é descanso, amor e sossego. Alentejo é que é à minha medida agora! Comprei um porta-agulhas, para repôr aquele que eu roubei. Dizia o meu tutor "Faz muitas asneiras com educação". Consta que o Senhor é gay.

Por isso sofro

Há um qualquer coisa que me deixa muito e profundamente triste. Uma tristeza por estar cercada e restringida. Estar circunscrita a algo agonia-me. O sentimento de liberdade, aquela liberdade de verdade, daquela que me posso mover e mover e mover, sem fim, com produtividade, com amor, preenchendo as necessidades com a minha pessoa inata faz-me eloquente. Eu não sou isto. Eu não me conheço como isto. Eu não me sei viver como isto. E por isso sofro.

Eu queria.

Eu queria. Eu queria ter um mundo onde eu corresse, ad infinitum. Eu queria ter um sem fim de sonhos, um sem fim de hipóteses. Eu queria. Eu queria sentir, mais do que saber, que moro no mundo e que as barreiras e as limitações não existem. Eu queria mergulhar no mundo como mergulho em mim, infinitamente. Queria conhecer-me a mim. Queria conhecer o mundo como me queria conhecer a mim. E agora vou para o banho, que é para ver se descubro como sou exactamente.