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Mensagens

Gravidez atribulada - os meus votos de Feliz Ano Novo

Estou grávida dum raio de texto de feliz Ano Novo, acreditam?? Ando prenha de uma meia-dúzia de frases e de estados que quero alinhar. Bah!

Princípio e Fundamento

O Homem é criado para louvar , reverenciar e servir a Deus nosso Senhor e, mediante isto, salvar a sua alma; e as outras coisas sobre a face da terra são criadas para o homem, para que o ajudem a conseguir o fim para que é criado. Donde de segue que o homem tanto há-de usar delas quanto o ajudam para o seu fim, e tanto deve deixar-se delas quanto disso o impedem. Pelo que, é necessário fazer-nos indiferentes a todas as coisas criadas, em tudo o que é concedido à liberdade do nosso livre arbítrio, e não lhe está proibido; de tal maneira que, da nossa parte, não queiramos mais a saúde que a doença, riqueza que pobreza honra que desonra, vida longa que vida curta, e consequentemente em tudo o mais; mas somente desejemos e escolhamos o que mais nos conduz para o fim para que somos criados. Santo Inácio de Loiola - Princípio e Fundamento

Bendito tempo

Se o meu tempo voasse em vão (como o tempo que passa pelo meu corpo) esta minha angústia seria um relâmpago, apagado, submisso. Que ainda agora passou e já não se vê. Se os meus pesos, os sorrisos dos outros que não compreendo, a verdade que não quero sentir, não ecoasse em mim durante tanto tempo seguido, os meus dias interiores seriam do tamanho dos meus dias exteriores. Se as horas se consumissem em proporção previsível, se eu concentrasse mais a minha inacção na acção do meu corpo, o tempo do tempo e o tempo do sentir existiriam em uníssono e para a minha própria glória. Quando clamo pela unificação do Eu, é por isto que clamo. Saber, toda molecularmente eu, que estou a cumprir tudo na perfeição, como sonhei para mim. Meto tudo em cima do barco "Bora bora!", e depois fico muito admirada que não me apeteça tudo cumprir. Ou dedicar-me infinitamente a tudo com o mesmo amor que me dedico à Chinchila. Nesta belíssima noite, o bem-estar social, pessoal e a consolidação intrinca...

Mal-tratar o séquito

Urgente escrever-te. Se não te é natural aceitar a vassalagem do séquito, muito certamente, é porque a tua vida maior e mais grandiosa não passa por aí. Só tu sabes isso DE VERDADE. E decidires, então, respeitar-te a ti como as respeitas a todas elas? E decidires não te sentires triste por elas te quererem tanto e do modo especial como te querem? Admita-se, estás numa fase distinta da tua vida (visto através dos meus óculos). Outrora este teu séquito de borboletas airosas existia-te, oferecia-te o TEU brilho nos olhos (o brilho de profissional, ainda não chega a tanto, embora se caminhe rapidamente para lá!). Qual é, então, a tua admiração quando pergunto “ O que é que lhes deste que querem mais do mesmo? ”? “A minha vida não passa por isto. Elas NÃO SABEM que não passa. Se soubessem, não insistiriam até me moerem. A minha não-resposta/ resposta não-expressiva deixa-as livres para pensarem o que quiserem e eu já vi que isso corre mal para o meu lado. A minha vida não passa por isto. Eu...

Tenho medo

Tenho medo. Hoje tenho medo. Porque não tenho um coração unificado. Porque não tenho a coragem de querer por completo. Porque quero aos bocados. Porque não sei o que quero. Porque estou triste na consumação de tanto bem-querer. Hoje. Hoje tenho medo. Estou sentada comigo, um dia inteiro, na secretária. Esbracejo, clamo por socorro, digo o que sinto e não me vem terapia. Hoje. Hoje brado por um coração unificado. Imploro. Impludo. Consumo-me. Explico-me: senta-te, sossega. Faz um plano do trabalho que tens que fazer. Concentra-te nesta tua vida. E expludo. Porque não me sacia. A quietitude não me sacia. Estou redundantemente irrequieta. Estou dispersa. Cristalizada com mosquitos em meu centro. Transparente nas ideias e borbulhante nos concretizares. Hoje tenho medo. Porque não fiz nada. Porque não fui nada. Porque não estive nada. E esbracejo.

Somehow

Os meus atrasos procuro medi-los e quantificá-los segundo a falta que causei, não pelo seu des-tempo. A mensagem de Natal que te enviei era tão linda e um banho tão quentinho de mimo que, efectivamente, esperei pela resposta, sem desesperar. Penso um bocadinho "o que se passará com ele para não lhe apetecer responder" (ao invés de eu ser humilde e pequenina e pensar "será que o aborreço"). É que, eu, quando não respondo é porque "não quero saber". Não da outra pessoa, mas das situações em que me colocam. Como se não visse nada de bom a vir delas. O que é errado. Mas disso eu só sei e só luto por (...) quando fico contente, outra vez. Se estou a alucinar? Eh pah... yah, totalmente! Não me importo. Não te sei escrever pouco. Quase como se escrever muito me fizesse sentir que pude fazer o teu mundo avançar um bocadinho mais...! (O que não é verdade para quando os outros me escrevem - nem sempre leio nesse dia/ semana) Atraso maravilhosamente perdoado. Amanhã ...

O Deus que me espera. Intimamente.

Estar presente é chegar igual a si próprio e abrir-se ao outro. Neste instante em que chego aqui, Deus está presente à minha espera. Deus chega sempre antes de mim, e com maior desejo de estar comigo do que o meu amigo mais íntimo. Paro um momento para saudar este Deus que me ama e que está sempre à minha espera. Deus não é alheio à minha liberdade: só o Espírito pode encher de vida os meus desejos mais profundos, conduzindo-me suavemente para o bem. Peço a graça de deixar que o Espírito me encha e me conduza. Sacred Space