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Mensagens

Paz a mim. Que existo.

Paz à minha alma. Paz ao meu corpo. Que passeia, que navega, que se dislumbra e se esmera. Paz ao meu esforço. Em tudo, a tudo, a todos, para o melhor, constantemente. Paz a mim que existo neste mundo. Paz a mim que não páro o corpo. Paz a mim que, quando páro o corpo, me deixo borbulhar de ansiedade e em 1001 pensamentos prementes e essenciais. Paz a mim que estou cansada para estudar. E paz a mim que estou com o coração cansado por causa do café que bebi para estudar. Paz a mim , cujo único propósito de vida é existir, permitir-me existir. Paz a mim , que amo o simples, o concreto, o real, o linear. Paz a mim que não procuro, não peço, nem vitimizo na ânsia do complexo ou da super-perfeição. Paz a mim, que a mereço. A paz. Paz a mim que mereço a paz. Paz a mim qu mereço saber que estou e que sou , onde já existo. Paz a mim que amo e que sonho e que existo. Paz a mim , sem pressas, sem atropelos, sem promessas ou compromissos bacocos. Paz a mi...

Pedido para sentir

Vou pedir um desejo ao Menino Jesus, que está no céu. Vou pedir que eu consiga sentir. Que seja possível em mim sentir. Em vez de bloquear tudo o que venha a mim. Não ser a máquina, a Deusa, a Glória, que esperam de mim e que eu quero também conhecer de mim. Quero sofrer, se houver reversos. Quero ser contente, se houver inexpectáveis bênçãos. Quero sentir, ó Menino Jesus ! Que eu possa sentir. Sentir. Que possa eu ser sentimentos. Que eu possa ser humana. Que eu possa ser real. Como Tu. Menino Jesus, estás a ouvir-me ? Quero saltar de uma ponte e sentir a gravidade. Quero conduzir depressa nas curvas e sentir a força G. Quero mudar de cidade e sentir-me sozinha e perdida. Quero voltar à minha cidade e sentir-me amada. Quero sentir sucesso. E quero sentir fracasso. Quero sentir que domino. E que não valho nada. Quero sentir. Já chega de apatias, de perfeitas aparências, de ser o que se espera. Não-sentir é o melhor para não exigir do exterior. Não-sentir é o me...

Arrefecer as emoções

Vais deixar passar mais que duas semanas. Vais conseguir arrefecer o que sinto e o que quero. Quando se tem medo daquilo que se quer ou daquilo a que vamos ser obrigados, deixamos arrefecer. É uma bela maneira de protecção de si próprio, bela política de evicção de conflitos, de confrontos, de angústias. Vais conseguir arrefecer-me. Até que nada daquilo que foi proposto faça sentido. O teu não parecerá legítimo, atempado e adequado (terei esquecido a minha emoção primária - as emoções prescrevem). O teu sim deixar-me-á novamente à procura de existência sólida (sem o manifestar, vivido nos mundo internos). À procura da emoção primária. Deixar arrefecer, forma sábia e madura de tornar linear e simples perguntas abanadoras da nossa vida. "-Queres ir para a cama hoje? - Hoje não posso, marcamos amanhã? Eventualmente?" Não foi nada disto. Mas poderia ter sido num registo de diálogo simples, semelhante a este. E assim se prossegue, um a digerir e a preparar-se ...

Amanhã escrevo sobre doença!

Sei que não escrevi e que devia tê-lo feito. Para respeito de quem aqui vem, para respeito de mim própria e da minha rotina. Mas hoje sinto-me doente. Apática, afónica, ausente. Amanhã sento-me e escrevo sobre doença. Faço um esforço. Faço um esforço, amanhã, para escrever sobre doença. Eu que me esforço bem mais por escrever sobre soluções e sobre ampliações do mundo que conhecemos. Amanhã faço um esforço para assumir, partilhar e escrever sobre doença. Até lá, carburo com Paracetamol e Ibuprofeno alternados. E com café. Ou Redbull, vou avaliar necessidade.

O que vem a seguir?

Pronto. Não há mais nada sobre o que escrever, não há mais nada sobre o que ler. Secou a fonte, secou a inspiração. O que vem a seguir? Como é que sabemos o que vem a seguir? Quando aquilo que escolhemos já não nos apetece, como é que lidamos com o futuro desconhecido?

Coagir uma alma irmã?

Respeitar o outro. Abanar as almas na medida das suas vontades. Um pouco como o Ser Superior faz connosco. Onde é que já se viu eu mesma me sentir coagida negativamente a agir segundo a Sua Vontade? Que paciência que o Universo tem connosco quando respeita a nossa individualidade. Que respeito tem! E eu tenho tão pouco. Obrigo-me. Imponho-me. Intermeio-me por entre os espaços apertados que sobram. Mas preciso. Luto por mim. Não quero que me queiram. Mas quero saber. Ignorância e não-verdades são as minhas mutilações. Que não aceito mais. Não precisas entregar-te ou confiar-te. Mas preciso do não. Peço ao Universo o não que mereço.