O meu Deus é toda a energia do mundo e toda a energia que não conseguimos imaginar. O meu Deus é o impulso de sonho que intercala com a dura realidade. O meu Deus é o sonho, que me preenche, que me alegra, que me oferta. O meu Deus é não sentir nada às vezes. É agarrar-se às crenças que já tive e que já soube estarem muito adequadas. O meu Deus é ter medo, e ao mesmo tempo não ter. O meu Deus não se importa com o que eu faço ou com o que eu sofro, é escolha minha. Mas quando olho, de baixo, para ele, dá-me a conhecer o novo caminho que sou livre de, agora, escolher. O meu Deus oferece-me tudo e oferece-me poder não escolher. O meu Deus diz-me, baixinho, que o pior castigo que existe é aquele que eu me ofereço a mim própria. O meu Deus explica-me que o pior castigo que eu vou conhecer é estar afastada dele, é não me sentir em comunhão com a Vida, com a Alma, com a Estrada. O meu Deus não é mais bom que mau, não é mais fácil que difícil, não é mais alegria que tristeza. ...