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Entrgar-me furiosamente

Só tenho esta vida. Só tenho esta oportunidade. E é agora que quero furiosamente aproveitar a minha vida. Furiosamente esquecer o mundo, os homens, as mulheres. Furiosamente esquecer as outras vidas, as outras necessidades. Furiosamente esquecer-me e ocupar-me da minha vida. Estudar. Aprender. Dedicar-me a mim. Como ser único, só com esta oportunidade. Entrega-te a ti mesma. Imaginar que lá fora chove. E que não há pessoas, não há festas, não há Verão. Hei-de tê-lo todo em mim, a seu tempo.

As comadres reúnem

As comadres reúnem. As putas das comadres que não têm coragem, sequer, de reconhecer o que biologicamente sentem. Aquelas comadres que têm emoções (emoções são coisas físicas, biológicas, relacionadas com pensamentos) e que não as reconhecem. As comadres não existem em elas mesmo. As comadres reúnem e nem na sua imaginação fodem. As comadres não existem na realidade própria. Falta-lhes os tomates. Falta-lhes o desprendimento. As comadres sentem a energia que deixo fluir na minha vida. As comadres sentem a nova liberdade que vivo e na qual existo. As comadres sentem e sentam-se e perguntam-se. E querem saber. E fico enojada. Porque as putas das comadres vivem as suas vidas platónicas nas suas cabeças e não saem para o mundo real. As comadres têm medo de serem tocadas pelas línguas dos outros segundo o modo como as suas línguas tocam a minha vida. Pura a minha vida, a minha liberdade, as minhas escolhas. Venham a mim, suas putas que nem fodem. Venham a mim, suas línguas falado...

Dica 11

Vou arranjar quem dê fortemente no cu do Jamil que escreveu mal este capítulo. Não se pode escrever mal um capítulo. Se não sabes escrever, ficas calado.

Dia 8

Tudo isto é Fado. Tudo isto é Destino. Tudo isto é rio que navego, com ondas, com marés, com flutuações. Aguenta-me, barquinho, que eu estou a bordo e quero manter-me a salvo. Prometo lutar. E cada dia um bocadinho melhor que o anterior. E cada dia me leva mais além e me faz sonhar mais além. Cada dia me habituo mais e me habituo melhor. E assim vão passando as horas, com menos ansiedade e com mais dedicação. E assim vão passado os dias, com menos ansiedade e com mais dedicação. E há também os dias de pausa, que já não causam remorso e que fazem parte. Não corro uma maratona, mas sim uma corrida de fundo. Sou toda eu em prol de uma causa. O descanso cognitivo faz parte. E há o Eu que aprende a ser egoista. O Eu que aprende a deixar-se levar e a deixar-se cuidar, e a pedir ao universo. Tudo novas aprendizagens. Cada dia melhor. Amanhã saberei.