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Vontade de Morrer

Tenho vontade de morrer. Última vontade de desaparecer no mundo. Fusão com o Outro, que corre além de mim. Ser aquilo que sou em suspiro. Suspirar, e ser já, antes da prova, aquilo que sou. Vontade de morrer para, ultimamente, ser. Não ser arrastada ou obrigada ou limitada. Ser. Igual a mim, no infinito. Sem lágrimas, sem dor, sem sofrimentos. Ser. Com o Tudo de Tudo, no mundo do infinito sem igual. Morrer para ser.

Dissolver

A vontade de me dissolver é recorrente na minha vida. A íntima vontade de fechar os olhos e permitir que cada célula da minha pele se desagregue, permitir que cada ínfima porção de mim vá pertencer ao tudo de tudo. Esta é uma vontade recorrente.  Fechar os olhos e fundir-me. Deixar-me ser com o Universo.  Vontade íntima de me dissolver.

Que o Espírito Santo...

Eu escrevo. Eu envio. E que o Espírito Santo faça o Seu trabalho.

Antes de mais, definir quem sou.

Definir quem sou. De entre as várias hipóteses de viver a Medicina, esclher aquela que mais se adequa a mim. Do que é que eu não prescindo em nome da minha integridade?  O que é que me faz ser mais mim própria?  No que devo investir profissionalmente para fazer render mais e mais os meus talentos? Eu sou humana. Eu sou sensível. Eu sou empenhada no desenvolvimento dos outros. Eu sou facilitadora do processo e do progresso dos outros. Eu sou contemplativa. Eu sou activa. Eu sou dinâmica. Eu sou ajuda para quem está perdido. Eu sou mais do que apenas uma nota. Quando sou mais do que uma nota, o que é que sou?

Ser, no concreto.

Apetece continuar sentada a sentir a vida e as suas potencialidades. Apetece continuar a rezar. Apetece. Apetece muito. Mas há um mundo, ainda assim, para pisarmos, para frequentarmos, para admirarmos. Há um mundo onde nos devemos tornar concretos. Se eu sou o máximo só na minha cabeça, nada sou. Há coisas concretas a serem feitas com o corpo. E é com o corpo que eu devo, agora, movimentar-me.

Louca. Louca eu.

Sinto-me parva, sinto-me burra, sinto-me tonta. Ando às voltas pela casa e pela vida e nada me sacia. Procuro em mim "Do que é que preciso?" e não encontro respostas. Estou tola da cabeça. Não quero mais. Quero que chegue a hora, para sentir que sei tudo, que sou tudo e que tudo bastou. E não sei. E não sou. E não estou. E estou e não sei. Ai. Que ânsia de sair de mim e de entrar noutro. Em outro, qualquer. Louca. Louca eu.

Sou quem escolho ser?

Jesus, ajuda-me . Sento-me, sossegada, e contemplo-Te . Procuro, tristemente, a Tua face. É para Ti que quero caminhar. É para a Confluência com o Teu amor. É para Ti. Que os meus pequeninos passos e as minhas pequeninas decisões possam aproximar o mundo humano da Tua vontade, da Tua energia, da Tua fluência... Que a minha pequenina vida e compreensão possa trazer amor e companhia a quem precisar... Eu estou aqui e sei que Contigo posso ser tudo, que a vida que flui pode assumir todo os contornos, que posso experimentar viver tudo, posso abraçar tudo, posso ser tudo! E fazê-lo sendo feliz. E fazê-lo para Te fazer feliz. E para fazer felizes as pessoas que me confias. Porque, na essência ou na superfície, não sou mais direita que esquerda, nem verde que vermelha. Não sou mais intensa que leve. Não sou. Assumo por Ti e Contigo os vários ângulos da vida, com poder, com convicção, com materialização no concreto da realidade. Assumo, intensamente , a...